13 de novembro de 2019

Biosev atinge 1 bilhão no EBITDA ajustado, aumento de 32,5%

 

São Paulo, 13 de novembro de 2019 – A Biosev S.A. (B3:BSEV3), uma das líderes do setor sucroenergético, encerrou os seis primeiros meses da safra atual com EBITDA ajustado de R$ 1,04 bilhão, um crescimento de 32,5% em relação ao mesmo período da safra anterior. Ainda no mesmo recorte, a margem EBITDA subiu 43,9%, representando um aumento de 11,4 p.p.. O EBITDA Unitário aumentou 29% na comparação semestral.

Entre os fatores que compõem os indicadores estão os resultados do CPV caixa ex-revenda, que diminuiu 12,1%, e o CPV Caixa Unitário que reduziu 2,2 % com relação ao mesmo período do semestre anterior. O mix de etanol atingiu 63,5%, 1,3 p.p. superior ao 6M19, em razão da maior rentabilidade do produto frente ao açúcar.

“A companhia continua apresentando redução de custos ao longo dos períodos, consolidando as iniciativas que estamos desenvolvendo para readequar nossa estrutura e torná-la ainda mais eficiente, rentável e resiliente em um ambiente de preços que permanece bastante desafiador”, explica Juan José Blanchard, presidente da Biosev.

No que se refere à moagem, a companhia atingiu um volume total de 22,7 milhões de toneladas no 6M20, valor 2,7% maior em relação ao semestre passado. A variação é reflexo da maior produtividade medida pelo TCH (toneladas de cana por hectare), que atingiu 3,5%, e à melhora na eficiência agrícola no período. Já na comparação trimestral, a moagem alcançou 11,8 milhões de toneladas, um aumento de 9,1% em relação ao 2T19.

A receita líquida no 6M20, excluindo-se os efeitos contábeis (não caixa) do hedge accounting da dívida em moeda estrangeira (HACC), atingiu R$ 3,5 bilhões, 2,5% superior ao mesmo período da safra passada. No 2T20, a receita líquida atingiu R$ 1,7 bilhão, 16,6% superior na comparação trimestral. Os resultados se referem, principalmente, aos maiores preços médios de açúcar e etanol e ao aumento das receitas de outros produtos.

No 6M20, a receita líquida do açúcar, excluindo-se os efeitos contábeis (não caixa) do hedge accounting da dívida em moeda estrangeira (HACC), atingiu R$ 943,3 milhões, uma redução de 18,7% em relação ao mesmo período da safra anterior. No 2T20, atingiu R$ 631,8 milhões, 9,2% inferior ao 2T19.  As variações se referem à redução de volume vendido e ao fato de que os montantes de 2T19 e 6M19 contavam com a receita do Polo Nordeste no mercado interno, parcialmente compensada pelo aumento do preço médio de venda.

Para Blanchard, a redução de volume reflete principalmente o mix de produção mais voltado para o etanol, em função da maior rentabilidade desse produto frente ao açúcar e da decisão de começar a colheita em abril para o melhor aproveitamento do ATR por tonelada de cana.

Sobre etanol, a receita líquida foi de R$ 1,46 bilhão – excluindo-se os efeitos contábeis (não caixa) do hedge accounting da dívida em moeda estrangeira (HACC), um aumento de 15,9% em relação ao 6M19. O resultado é referente ao aumento dos preços médios de venda e, refletem, principalmente, a maneira como a Biosev maximizou o mix de produção. No 2T20, o indicador sobre etanol atingiu R$ 758,2 milhões, 13,1% superior ao 2T19, resultado do aumento dos preços médios e do volume de vendas.

Os investimentos realizados pela Biosev chegaram a R$ 453,6 milhões no primeiro semestre da safra, alta de 17,7% em relação ao 6M19. O valor foi aplicado principalmente na área agrícola, com a aquisição de novas colhedoras e investimentos em plantio para renovação dos canaviais.

Sobre a Biosev

A Biosev, controlada pela Louis Dreyfus Group, é uma das líderes globais na produção de açúcar e etanol e iniciou sua atuação no setor no ano 2000 com a aquisição de sua primeira unidade no Brasil. A Biosev tem capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas de açúcar e 1,6 milhão de metros cúbicos de etanol, além de capacidade de cogeração para venda de 1.346 Gwh de energia elétrica proveniente da biomassa. A Companhia adota altos padrões de governança corporativa e é listada no Novo Mercado da B3.