7 de novembro de 2018

Biosev reduz custo de produção e despesas administrativas; margem EBITDA sobe 4,2 p.p.

 

São Paulo, 07 de novembro de 2018 – A Biosev S.A. (B3:BSEV3), uma das líderes do setor sucroenergético brasileiro, fechou o primeiro semestre de 2018 com redução no custo unitário de produção de 7,9% (medido pelo CPV Caixa ex-revenda). As Despesas Gerais e Administrativas caíram 33,2% no semestre, resultado de contínuas otimizações organizacionais. Estes números refletem o esforço da companhia em fortalecer sua disciplina financeira e melhorar sua competitividade.

“Nosso direcionamento estratégico hoje é ganhar eficiência e melhorar a geração de caixa”, afirma Juan José Blanchard, presidente da Biosev. “E algumas medidas já mostraram efeito, em particular sobre a redução de custos e a consequente elevação da margem EBITDA observados no período.”

O EBITDA ajustado (incluindo revenda/HACC) foi de R$ 783,5 milhões no 6M19, 45,0% superior ao montante de R$ 540,3 milhões registrado no 6M18. No 2T19, foi de R$ 525,1 milhões, 40,5% superior ao 2T18. O EBITDA ajustado ex-revenda/HACC (que exclui do cálculo da receita líquida os efeitos das operações de revenda de mercadorias e do hedge accounting de dívida em moeda estrangeira) foi de R$ 783,6 milhões no 6M19, um aumento de 13,5% na comparação com 6M18. No 2T19, foi de R$ 538,5 milhões, 34,1% superior ao 2T18. A margem EBITDA ajustado exrevenda/HACC foi de 32,5% no 6M19, um aumento de 4,2 p.p. em relação ao 6M18. No 2T19, a margem foi de 39,1%, um aumento de 6,0 p.p. em relação ao 2T18.

A receita líquida, excluindo-se os efeitos contábeis (não caixa) do hedge accounting da dívida em moeda estrangeira (HACC), atingiu R$ 3,4 bilhões no 6M19, uma redução de 9,6%. Essa performance decorre principalmente dos menores volumes e preços de açúcar. Vale destacar que os efeitos foram parcialmente compensados pelos maiores volumes e preços médios de etanol e de energia.

A receita líquida de etanol, excluindo-se os efeitos contábeis (não caixa) do hedge accounting da dívida em moeda estrangeira (HACC), foi de R$ 1,3 bilhão no 6M19, um aumento de 39,3% em relação ao 6M18, resultado do aumento de 33,2% nos volumes vendidos e do aumento de 4,6% dos preços médios. Esse desempenho reflete principalmente a capacidade da Companhia em maximizar o mix de produção de etanol, e a estratégia de carregar estoques do produto ao longo da safra.

A moagem atingiu 23,1 milhões de toneladas no 6M19, 1,6% superior ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado se deve à maior disponibilidade de cana própria e do aumento de 10,7% na área colhida, parcialmente compensado pela redução de 8,3% na produtividade medida pelo TCH, afetado principalmente pelo menor nível de chuvas de janeiro a março (período de formação do canavial).

A produtividade dos canaviais medida pelo TCH consolidado atingiu 78,0 ton/ha no 6M19, uma redução de 8,3% ante 6M18. No 2T19, atingiu 72,2 ton/ha, uma redução de 12,0% em comparação com 2T18.

O teor de ATR Cana consolidado foi de 132,5 kg/ton, um aumento de 1,2% ante 6M18, como consequência de condições climáticas mais favoráveis e melhor gestão do canavial. No 2T19, o ATR Cana consolidado atingiu 143,8 kg/ton, um aumento de 3,7% ante o 2T18. No período, todo os Polos apresentaram aumento no indicador, reflexo de um ano mais seco, da melhora no manejo do canavial e da adequação do perfil varietal no período.

O resultado líquido do semestre foi negativo em R$ 662,0 milhões, versus um prejuízo de R$ 544,5 milhões registrado no 6M18. No 2T19, o resultado foi negativo em R$ 155,6 milhões.